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sábado, 12 de dezembro de 2009

Crise ambiental

Isabelle Azevedo
12 Dez 2009 - 01h27min
Fonte: http://opovo.uol.com.br/opovo/opiniao/936575.html

Nos últimos anos, a resposta dos líderes mundiais frente à crise ambiental planetária assemelhava-se à metáfora da história do Titanic: à medida que o navio afundava, mostrava seus passageiros impávidos e despreocupados jogando no convés, sem perceber que o navio seria destruído rapidamente. Contudo, a 15° Conferência das Partes do Clima da ONU (COP-15), iniciada no último dia 7 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca, apresenta-se como uma chance para que o final da história da humanidade não se assemelhe ao navio, permitindo que haja a sobrevivência de toda a comunidade de vida. Está nas mãos das lideranças mundiais firmar um acordo climático justo e ambicioso.

A mudança ambiental global já é uma realidade e pode ser verificada nos eventos climáticos extremos, registrados nos últimos anos. As crianças e os jovens (entre 15 e 29 anos) são os que mais sofrerão com essas mudanças. É fácil explicar: no cenário apresentado pelos cientistas do Painel Intercontinental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para 2050, na qual as temperaturas do planeta estarão em torno de 4°C se nenhuma medida urgente for tomada para reduzir a emissão de gases, o planeta herdado pelas futuras gerações será muito diferente do de hoje. Poderá haver uma acentuada luta pela sobrevivência. Os recursos estarão mais escassos, principalmente a água que será também de baixa qualidade. Segundo o relatório britânico de 2008, feito pela International Institute for Environmental and Development (IIED), jovens e crianças serão mais vulneráveis a doenças transmitidas pela água e pelo ar, por exemplo.

A juventude tem um papel fundamental para superar a crise ambiental. É necessário que os jovens se insiram nas mobilizações para exigir dos governos políticas públicas que possam amenizar os impactos ambientais que deverão atingir os jovens, reconhecendo que a geração que virá poderá apresentar necessidades especiais para sobreviver. O Programa de Juventude e Meio Ambiente & que está sendo constituído a passos lentos pelo grupo de trabalho da Secretaria de Juventude e pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente & precisa ser efetivado enquanto política pública, já prevendo em seu texto-base medidas que incentivem o enfrentamento às mudanças ambientais globais.

A urgência da mudança depende também de atos individuais. A juventude precisa romper com o modelo energético existente, com o modelo predatório com que os recursos são explorados e consumidos, instituindo uma verdadeira mudança paradigmática, ao incluir a sustentabilidade ambiental no centro das discussões políticas e sociais. Não dá mais para deixar enganar-se pelos produtos que tornam belos e eternizam como mostram as propagandas. É preciso pensar na quantidade de água e energia consumidas, no trabalhador que fabricou o produto e no resíduo a ser gerado. A complexidade ambiental precisa ser levada em conta para superar este sistema econômico. A hora da mudança é agora.


ISABELLE AZEVEDO
Jornalista e Coordenadora do projeto Escola de Formação da Juventude, da Associação Alternativa Terrazul

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Show pelo clima mobiliza a juventude

Dona Zefinha e mais quatro bandas realizam shows gratuitos na Praça da Gentilândia, no dia 11 de dezembro


A Praça da Gentilândia será palco para os shows gratuitos da mobilização global pelo clima no próximo dia 11 de dezembro, em Fortaleza. O “Juventude pelo clima”, promovido pela Associação Alternativa Terrazul, que completou dez anos de fundação, e pela Campanha TicTacTicTac, acontece a partir das 16hs, na Avenida 13 de Maio, Benfica.

O objetivo é chamar a atenção da juventude para as mudanças climáticas e para a as negociações que estarão ocorrendo em Copenhague, durante a 15° Conferência das Partes do Clima (COP -15), que será realizada de 07 a 18 de dezembro. O “Juventude pelo Clima” também faz parte do encerramento da Escola de Formação da Juventude, projeto apoiado pelo FADOC (Fundo de Apoio para Dinamização das Organizações Comunitárias de Base).

As bandas Dona Zefinha, Racional Soul, Releases, o Hip Hop do grupo Os maloqueiros e a Banda ZàZ animarão a população, conscientizando a juventude sobre os acontecimentos relacionados ao clima, já que Copenhague está sendo considerada um evento histórico para a humanidade. No intervalo das apresentações, serão exibidos as animações e os filmes produzidos pela Campanha TicTacTicTac e parceiros.

Para o integrante da banda ZàZ, Isick Bianchini, a questão ambiental é um problema comum a todas as nações, devendo ser encarada como pauta prioritária nas agendas dos movimentos sociais, da sociedade civil, dos poderes públicos e de setores que procuram intervir na sociedade. “A campanha TicTacTicTac tem um papel fundamental no convite à sociedade para a reflexão acerca das mudanças climáticas e da falta de seriedade com o qual essas mudanças serão tratadas na COP-15”, afirma o músico que participou do Projeto Escola de Formação da Juventude cujo tema era Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar.

Para diminuir os impactos ambientais provocados pelo show, 600 mudas serão doadas à população. Para ganhar uma planta, basta levar uma garrafa PET e trocar por uma muda no local. As mudas foram doadas pela Campanha Natal de Luz 2009, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL). Todo o material recolhido bem como os resíduos produzidos durante o show será doado para a Associação de Catadores do Parque Santa Rosa.

O evento conta com o patrocínio da Vitae Civilis, Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB), Banco do Nordeste, Governo Federal; e o apoio do CDL, Secretaria Executiva Regional IV e Rede Ecossocialista.

Vigília pelo clima

No dia 12 de dezembro, durante as negociações em Copenhague, várias cidades do mundo organizarão vigílias à luz de velas. O objetivo dando assim uma face humana à crise climática. Será a maior mobilização climática já vista. Até o momento, mais de mil mobilizações estão cadastradas no site da Avazz.org.

Campanha TicTacTicTac

A Campanha TicTacTicTac é uma mobilização mundial para reforçar a importância e a urgência de combater as mudanças climáticas e seus efeitos. A iniciativa reúne pessoas físicas e jurídicas, ONGs e grupos sociais, religiosos, profissionais e empresariais que reivindicam um acordo ambicioso, justo e comprometido na 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que reunirá os governos mundiais de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

Para garantir a mobilização em todo o país, a Campanha está recolhendo assinaturas. A participação pode ser feita online através do site http://www.tictactictac.org.br/. Todas as assinaturas são incluídas no banco de dados mundial, que já ultrapassou 10 milhões de integrantes. No Brasil já foram colhidas 170 mil assinaturas.

SERVIÇO
Ato show Juventude pelo clima
Data e horário: Dia 11 de dezembro, às 16hs.
Local: Praça da Gentilândia (Avenida 13 de Maio, Benfica).

Informações sobre o ato show “Juventude pelo Clima” com pelo telefone 3281.0246 ou pelo e-mail juventudeterrazul@gmail.com.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Climate Action Network (CAN) entrega manifesto com requisitos mínimos da CoP15 para presidente Lula

Fonte: Campanha TicTacTicTac

Redução de gases de efeito estufa em pelo menos 40% abaixo dos níveis de 1990 até 2020 e o desenvolvimento de um sistema de cooperação tecnológica que garanta o acesso de todos à energia sustentável. Estes são algumas das propostas para a CoP-15 contidas no manifesto Justo, Ambicioso e Vinculante: Fundamentos essenciais para um Acordo de Clima de sucesso, enviado pela Climate Action Network (CAN) para líderes mundiais. No Brasil, a carta foi entregue no início desta semana ao presidente Lula.

O documento prevê ainda o financiamento dos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam crescer com tecnologias limpas e a criação de uma Estratégia Global de Ação de Adaptação, a fim de que estes países possam adaptar aos impactos das mudanças de clima. “Um fracasso em Copenhague não é uma opção se nós quisermos assegurar um futuro viável para todos os países e sobretudo, para os vulneráveis e pequenos países insulares, os países menos desenvolvidos e as nações Africanas”, afirma o texto.

O manifesto defende um acordo na 15ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima, em Copenhague, que consagre uma ação rápida de redução de emissões e com isso evite uma catástrofe ambiental. “Os cientistas da comunidade mundial já nos avisaram que a nossa atual trajetória de emissões nos conduzirá à catástrofe. Um acordo em Copenhague que consagra ação rápida de redução de emissões pode evitar esta catástrofe e assegurar que os povos do mundo, o nosso planeta e os nossos filhos tenham um futuro digno e seguro.”

A Rede International de Ação Clima (CAN en inglês) é uma rede de cerca de 500 organizações não governamentais em torno do mundo voltada a questões climáticas.É também um dos grupos que apóia globalmente a campanha TicTacTicTac.

Confira aqui a Carta e o Manifesto.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Campanha TicTacTicTac chega à Câmara Municipal de Fortaleza

Inauguração do Painel da Campanha TicTacTicTac. Da esquerda para direita: Vereadores Guilherme Sampaio, Salmito Filho, João Alfredo e Eliana Novaes (de bolsa). Foto: Josael

Painel com contagem regressiva para a COP15 lembrará os vereadores do início da Conferência no dia 07 de dezembro, em Copenhague.

Faltando quase dez dias para o início da 15° Conferência das Partes sobre o clima (COP-15), o painel da Campanha TicTacTicTac, foi inaugurado hoje, 26 de novembro de 2009, às 10hs, na Câmara Municipal de Fortaleza. O banner com a contagem regressiva para o evento que será realizado no início entre os dias 07 e 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, lembrará os vereadores que o tempo está passando e é necessário tomar medidas políticas para enfrentar as mudanças climáticas.

A instalação do painel é uma promoção do Comitê Câmara Ambiental (programa de gestão ambiental), com apoio da Campanha TicTacTicTac, da Associação Terrazul e o mandato Ecos da Cidade. Para o Presidente da Câmara, vereador Salmito Filho (PT), o painel é um valor simbólico de que a Câmara Municipal está atenta e acompanhando os desafios ambientais. “Todos estamos na mesma meta”, afirma o vereador. Já para o coordenador da Frente Ambiental Parlamentar, vereador João Alfredo (PSOL), a presença do painel é uma forma da Câmara dar visibilidade à causa ambiental para a população. “Nós já vivemos a época das mudanças climáticas. Isso é fato. Estamos a 11 dias de um dos maiores eventos da história mundial”, afirma Alfredo.

Chegando aos 10 milhões

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês), conhecida no Brasil como Campanha TicTacTicTac, é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem com o objetivo de mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para as Mudanças Climáticas.

Desde agosto a Campanha vêm realizando diversas mobilizações e fazendo circular pelo país um abaixo-assinado para pressionar o governo brasileiro a assinar um acordo climático justo, ambicioso e vinculante durante a reunião em Copenhague. O abaixo-assinado já está com quase 10 milhões de assinaturas, podendo ser assinado até o dia 30 de novembro no endereço www.tictactictac.org.br.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Seminário discute Água e Mudanças Climáticas

“Recursos Hídricos e litoral: o impacto das mudanças climáticas” será o tema do seminário realizado no próximo dia 14 de novembro, às 14hs30, como parte do ciclo de palestras da Escola de Formação da Juventude que este ano debate questões relacionadas as mudanças climáticas. O evento acontece no auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na rua Solón Pinheiro, 915, José Bonifácio. O seminário será aberto ao público.

Para falar sobre o assunto estarão presentes José Wilmar da Silveira Neto Doutor em Engenharia Civil (Recursos Hídricos) pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Pós-Doutorado pela Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia (Alemanha) e Ismália Dias, doutoranda em Ciências Marinhas Tropicais pela UFC e pesquisadora do Laboratório de Zoobentos – LABOMAR.

A Escola de Formação da Juventude é organizada pela Juventude Alternativa Terrazul em parceria com o Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base (FADOC). Além do projeto, a Juventude Terrazul está coordenando a Campanha de Ação Global pelo Clima (Campanha TicTacTicTac) no Ceará cuja próxima atividade será no dia 12 de dezembro, quando estarão acontecendo as negociações da COP-15 em Copenhague.

Serviço: Seminário Recursos Hídricos e litoral: o impacto das mudanças climáticas, dia 14 de novembro, às 14hs, no auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na rua Solón Pinheiro, 915, José Bonifácio

Mais informações com a equipe do Terrazul pelos telefones (85) 3281- 0246 ou pelo e-mail juventudeterrazul@gmail.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Seminário discute Ar e Mudanças Climáticas

O Ar e as mudanças climáticas” será o tema do seminário realizado no próximo dia 03 de outubro, às 14hs30, como parte do ciclo de palestras da Escola de Formação da Juventude, projeto realizado pela Juventude Alternativa Terrazul. O evento acontece na Sala de Laboratório do IMPARH (Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos) situado à Avenida João Pessoa, 5609, Montese. O seminário é aberto ao público em geral.

O ar tem sido o elemento mais afetado dentro do contexto das mudanças climáticas. As taxas de concentração de CO2, por exemplo, chegam a 387 ppm (parte por milhão). Para manter a sustentabilidade do planeta, o ideal é que esse número seja de 350 ppm. Para falar sobre a questão do Ar estarão presentes o Vereador e Professor da Faculdade Sete de Setembro (Fa7), João Alfredo Teles, e o Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Alexandre Araújo Costa.

A Escola de Formação da Juventude é organizada pela Juventude Alternativa Terrazul em parceria com o Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base (FADOC). Além do projeto, a Juventude está realizando ações da Campanha de Ação Global pelo Clima (Campanha TicTacTicTac) no Ceará.

Serviço: Seminário Ar e Mudanças Climáticas, dia 03 de outubro, às 14hs30, no IMPARH (Avenida João Pessoa, 5609, Montese).

Mais informações pelo telefone 3281.0246 ou pelo e-mail juventudeterrazul@gmail.com.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

21 de setembro: o mundo dá seu recado aos líderes

Praia do Futuro foi um dos lugares escolhidos para a realização da Ação no Ceará

Cerca de 2500 eventos em todo planeta mobilizaram as sociedades num pedido urgente para a COP-15. No Brasil, o ministro Carlos Minc assinou a campanha TicTacTicTac


São Paulo, 21 de setembro de 2009 – O mundo acordou hoje disposto a dar um recado: exigir que as lideranças globais aprovem um acordo justo, ambicioso e comprometido na 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A cúpula de governos mundiais se reunirá em Copenhague, Dinamarca, de 7 a 19 de dezembro de 2009.

Com 2.472 atividades registradas em todos os continentes, o “The Global Climate Wake up Call” (Hora de Acordar Global) é uma iniciativa da Campanha TicTacTicTac, e somou vitórias nas primeiras horas de mobilização. Na Europa, por exemplo, o primeiro ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou, em conversa telefônica durante uma flashmob (mobilização relâmpago)realizada na cidade de Londres, o seu compromisso em defender um acordo climático mais justo e que atenda as necessidades das atuais e futuras gerações.

Em Paris, na França, foram 17 atividades. Em uma delas, mais de 400 pessoas se reuniram nas escadarias da Sacré Couer e promoveram um apelo sonoro para chamar a atenção do presidente Nicolas Sarkosy.

Hora de Acordar no Brasil

O Brasil desempenha um papel fundamental nas negociações sobre o clima e a sociedade brasileira fez sua parte e deu o recado: foram 211 eventos, de todos os tipos e tamanhos, com um único objetivo de pressionar o presidente Lula a defender um acordo amplo e efetivo na COP-15. Entre as centenas de iniciativas, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma importante conquista: o comprometimento do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em lutar pela definição de um posicionamento-chave do Brasil nas questões relacionadas às mudanças climáticas. O ministro, que compareceu a um evento de plantio de árvores no Jardim Botânico, recebeu das mãos do vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, a plataforma da TicTacTicTac e participou do abaixo-assinado da campanha.

Em São Paulo, entre as 17 iniciativas cadastradas, três flashmobs aconteceram na Avenida Paulista. Um grupo reunido nas escadarias da Gazeta caminhou até o vão livre do MASP e após uma manifestação, que incluiu de ‘barulhaço’ à yoga e meditação, seguiu até a frente do Conjunto Nacional, onde foi instalado um banner com a contagem regressiva para a COP-15.

A Hora de Acordar Global faz parte da campanha TicTacTicTac, uma aliança inédita de organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos, grupos religiosos e pessoas que busca mobilizar, por meio de um amplo abaixo-assinado, organizações, públicas e privadas, redes e a sociedade em geral para pressionar os governos das nações que participarão da COP-15. Todas as assinaturas colhidas no abaixo-assinado fazem parte do banco de dados da campanha mundial. Além disso, a campanha incentiva toda a sociedade civil a proativamente organizar ações paralelas para debater o tema, podendo divulgá-las no site www.tictactictac.org.br. No endereço, também é possível
acompanhar a agenda de ações em todos os países participantes da campanha.

Imagens das ações do dia 21 no Brasil e no mundo estão disponíveis no endereço http://www.flickr.com/photos/avaaz.

Sobre a GCCA-BR

Lançada no primeiro semestre de 2009, a Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA-BR), batizada de Campanha TicTacTicTac, possui um Conselho Consultivo composto por uma grande variedade de personalidades e organizações representativas da sociedade brasileira, incluindo: Avaaz, Greenpeace, Idec,Inesc, Idecri, Oxfam, Vitae Civilis, WWF-BR, Instituto Ethos, Akatu e MST.

Mais informações: www.tictactictac.org.br

As atividades da campanha global estão disponíveis no site http://tcktcktck.org.

Assista o Vídeo da Campanha


Adaptação - feito pela Y&R





Campanha TicTacTicTac




Fonte: Assessoria da Campanha TicTacTicTac

domingo, 20 de setembro de 2009

Empresário acusado de tentar expulsar assentados do litoral cearense promove ação da Campanha TicTac

O empresário Júlio “Pirata” Trindande, que tenta expulsar as famílias do Assentamento Macéio em Itapipoca, promoverá uma das ações da Campanha TicTac no Ceará, no dia 21 de setembro. O empresário incluiu no site da Avaaz.org o seu tradicional “Forró do Pirata”, promovido às segundas-feiras, como parte da ação “Hora de Acordar”.

Desde 2007, o empresário tenta expulsar as família da localidade que fica a 122km de Fortaleza para a implantação de em complexo turístico no lugar. A implantação do empreendimento impediria o acesso das populações ao mar. A comunidade do Assentamento Macéio tenta resistir a especulação imobiliária. Vários conflitos entre os grupos dos empresário e os assentados já foram registrados.

O assentamento Maceió foi criado no ano de 1984, por meio da desapropriação da terra feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). São 5.844,72 hectares conquistados onde hoje vivem cerca de 800 famílias. Para quem deseja conhecer a história da comunidade, basta acessar o documentário intitulado “Pirataria na Terra” que está disponível no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=FUdaEB4iM4g).


Campanha TicTac


A ação intitulada “Hora de Acordar” acontecerá em todo o Brasil entre os dias 20 e 21 de setembro. As datas antecedem a Cúpula das Nações Unidas para a Mudança Climática na Assembléia Geral da ONU, no dia 22 de setembro. Até dezembro, movimentos da sociedade civil e organizações não-governamentais, através da Campanha TicTac (www.tictactictac.org.br), irão realizar uma série de ações pelo clima para alertar a sociedade que as mudanças climáticas são reais e de que é necessário um tratado climático entre os países justo, ambicioso e com objetivos reais que possam ser monitorados pela população global.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Seminário discute a questão da Terra e as mudanças climáticas


A questão da Terra e as Mudanças Climáticas será o tema do próximo seminário da Escola de Formação da Juventude, que acontece no próximo sábado, dia 12 de setembro de 2009, de 8hs30 às 13hs, na sala de laboratório do IMPARH (Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos), na Avenida João Pessoa, 5609, Montese.



O seminário contará com a participação de Neném Silva, integrante do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Terra (MST), que falará sobre o A questão da Terra e a Soberania Alimentar. Participará ainda do seminário. a Professora Raquel Rigotto,Professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC e Coordenadora do Núcleo TRAMAS - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade - que falará sobre os impactos ambientais no rural.



O seminário fez parte das atividades da Escola de Formação para a Juventude que este ano traz junto as juventudes as mudanças climáticas para o centro do debate. A Escola de Formação da Juventude é organizada pela Juventude Alternativa Terrazul em parceria com o Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base (FADOC). Além do projeto, a Juventude Terrazul está coordenando a Campanha de Ação pelo Clima no Ceará.



Veja a programação do seminário.



PROGRAMAÇÃO



8hs30 – Acolhida dos participantes

9hs – A questão da Terra e a Soberania Alimentar – Neném Silva - MST

9hs45 - Intervalo

10hs – Impactos Ambientais no Rural - Raquel Rigotto - Tramas

11hs – Debate

12hs – Informes da Campanha do Clima – Estratégias para a Mobilização do dia 20 de setembro



SERVIÇO: Seminário Terra e Mudanças Climáticas - sábado, dia 12, das 8hs30 às 13hs, no Laboratório do IMPARH (Avenida João Pessoa, 5609)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fortaleza realiza Ação pelo clima


Capital cearense marca presença na Campanha Tictac
Isabelle Azevedo
Para chamar a atenção da população cearense para as mudanças ocorridas com o clima, a juventude ambientalista do Ceará promoveu na manha de sábado, 29 de agosto, uma grande Ação pelo Clima. Sessenta pessoas, de todas as idades, participaram de uma caminhada ecológica, saindo do Parque das Crianças até a Praça dos Leões, no centro de Fortaleza. Ao final da caminhada, os participantes fizeram saudações a mãe terra e participaram de atividades como pinturas de painéis, oficinas de biodança e teatro de bonecos. Durante o evento, foi inaugurado o banner que marca a contagem regressiva para a COP-15.


Para Ediane Soares, 23, que participou das atividades na Praça dos Leões junto com o primo e a irmã, essa ação é um momento importante para a Campanha do clima. “Acredito que é uma forma prática de chegar nas pessoas de um modo geral. É preciso popularizar a discussão para que possamos de fato ter bons resultados”, avalia. Já para a estudante Ana Laíse, 22, é preciso te jovens se articulando pra interferir nas mudanças negativas sobre o clima. “Precisamos nos dar as mãos e seguir firmes nessa luta. Este ato já é um grande exemplo disso. Precisamos gritar para que os poderosos compreendam que essa luta também deve ser deles”, afirma a estudante.


O evento foi organizado pelos participantes da Escola de Formação para a Juventude, projeto da Juventude Alternativa Terrazul em parceria com o Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base (FADOC). Este ano, a escola está promovendo formações políticas para quarenta jovens sobre o tema Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. O objetivo da escola é que os jovens possam entender o contexto do clima não apenas do ponto de vista ambiental, mas também no aspecto político-econômico.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Negociações internacionais sobre mudanças climáticas: Como garantir avanços?

Pedro Ivo de Souza Batista e Esther Neuhaus *


A contagem regressiva para a realização da 15ª Conferência das Partes (CoP-15) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, Dinamarca já começou. Faltam 5 meses, mas é pouco tempo para o que está em questão nesta conferência, durante a qual deve ser tomada uma decisão sobre o futuro do regime global de clima, especialmente no que se refere ao conjunto de metas de redução de gases de efeito estufa para os países industrializados e compromissos para planos e programas nacionais para a mitigação das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

O que está em jogo nas negociações internacionais?

No caminho para a CoP-15 as negociações se concentram em cinco blocos temáticos, são eles: Visão compartilhada (que visa a definir um objetivo global para a redução de emissões de gases de efeito estufa, de acordo com o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas), mitigação (que trata de metas e ações nacionais e internacionais adicionais para reduzir as emissões), adaptação (que pretende definir a cooperação internacional necessária para apoiar a adaptação, por meio de avaliação de vulnerabilidades, capacitação e transferência de recursos, dos países e comunidades mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas), transferência de tecnologia (para apoiar ações de mitigação e adaptação), e apoio financeiro (para apoiar ações de mitigação, adapta ão e cooperação tecnológica).

Nesta CoP-15 será necessário definir as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para os países industrializados após 2012, quando se encerra o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto. Existem várias propostas na mesa, especialmente no sentido de pressionar estes países a assumir metas profundas. Por outro lado, os países ricos esperam sinais muito claros dos países em desenvolvimento, especialmente dos grandes emissores de gases de efeito estufa como a China e o Brasil. Desta forma, cada um aguarda o outro na realização de seus compromissos, mas é crucial evitar um impasse nestas negociações.

Outra área chave para garantir avanços em Copenhague é a da transferência de tecnologias. Muitos países em desenvolvimento entendem que as inovações e tecnologias relacionadas com as mudanças climáticas devem ser de domínio público e não estar sob um regime privado de monopólio de patentes que obstaculiza e encarece sua transferência. Esta discussão precisa de uma boa avaliação de riscos, para impedir que ocorra a transferência de tecnologias como energia nuclear, agrocombustíveis em grande escala e transgênicos, por exemplo. Os países devem dar prioridade à pesquisa e implementação doméstica e adaptação de tecnologias já existentes e que se mostram socialmente justas e ambientalmente corretas. Também é fundamental garantir o controle e a participação popular nessas escolhas.


Mudanças climáticas na América Latina: Injustiça climática

A América Latina está entre as regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas, como foi constatado em relatórios divulgados recentemente pela Comissão Econômica da ONU para América Latina (CEPAL) e pelo Banco Mundial. Os motivos se encontram nas características geográficas muito específicas e na baixa capacidade política de mitigação e adaptação que leva a injustiça climática, uma situação na qual os países que contribuem pouco ou nada com as emissões de gases de efeito estufa são os mais atingidos pelos impactos das mudanças climáticas. A temperatura da região aumentou cerca de um grau durante o século passado, gerando conseqüências como o recuo das geleiras; a ampliação de áreas desérticas; danos causados a pântanos e a zonas costeiras; o risco de retração das florestas da Bacia Amazônica; e um aumento dos desastres climáticos.

As mudanças climáticas causem também severos impactos negativos no sistema socioeconômico da região. O Banco Mundial prevê perdas agrícolas da ordem de US$ 91 milhões (1% do PIB) em 2050 com um aumento de temperatura de até 2ºC. Nas regiões que já sofrem com secas, haverá um aumento da salinização e desertificação do solo. Haverá também aumento de pragas e doenças nas plantações e um aumento da demanda de água para irrigação, gerando uma maior competição por esse recurso. Como os lençóis freáticos estarão mais secos, o custo da produção agrícola será mais alto. Todo esse cenário pode aumentar a desigualdade e a pobreza da população em áreas rurais, além de contribuir para a escassez de alimentos, gerando insegurança alimentar. Na saúde pública as mudanças climáticas podem provocar mais desnutrição e risco de incidência de malária e dengue. Nas áreas urbanas, um dos maiores problemas enfrentados será a falta de água. Estima-se que, em 2055, entre 60 e 150 milhões de pessoas na região sofrerão estresse hídrico. Impactos sérios também se farão sentir no setor da indústria e do turismo, especialmente nas áreas costeiras, em decorrência do aumento do nível do mar.


Crise financeira e as forças do mercado: que modelo de desenvolvimento queremos?

Com o grande número de furações, inundações, incêndios e secas nas mais variadas partes do planeta, parece que o clima está mudando a passos mais rápidos de que as negociações avançam. A crise financeira não deve ser usada pelos governos como desculpa para não assumir compromissos claros para enfrentar a crise climática que é mais grave e permanente que a financeira. Junta-se a este cenário a crise alimentar e a crise dos recursos naturais, que se refere à degradação dos ecossistemas e uso irresponsável dos recursos naturais. No que tange as crises que se relacionam com a natureza, podemos dizer que fazem parte de uma crise mais ampla, a crise ambiental global fruto da insustentabilidade do modelo de produção e consumo hegemônico no mundo.

Na própria discussão de reduzir os impactos das mudanças climáticas tem surgido a proposta da agroenergia, como alternativa de energia renovável em substituição aos combustíveis fósseis. Devido à variedade de grãos, o Brasil e outros países da região apresentam condições favoráveis de produção de agrocombustíveis, especialmente etanol. Espera-se um crescimento do mercado internacional devido ao aumento do preço do petróleo e também porque os países desenvolvidos estão obrigados a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. O próprio Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil, lançado no ano passado, afirma que "a expansão da produção brasileira de etanol deverá acompanhar o crescimento do consumo nos mercados interno e externo". Desta forma, considerando a demanda nacional, estima-se um aumento da produção de 25,6 bilhões de litros em 2008 para 53,2 bilhões de litros em 2017. A projeção das exportações no mesmo período salta de 4,2 para mais de 8 bilhões de litros. A produção de etanol não apenas co loca enorme pressão sobre terras e infra-estruturas de transporte, mas apresenta graves problemas sociais como trabalho-escravo e ambientais como queimadas e competição por recursos naturais.

Outro grande risco na discussão sobre a solução da crise climática é colocá-la somente sobre a ótica de mercado, ainda mais em tempos de crise financeira que atestou o fracasso do neoliberalismo. Neste contexto, existem vários mecanismos hoje, entre eles o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, criado pelo Protocolo de Quioto para auxiliar o processo de redução de emissões de gases de efeito estufa por parte dos países industrializados, a partir da implantação de tecnologias limpas em países em desenvolvimento. Embora esses mecanismos tenham que contribuir ao desenvolvimento sustentável nestes países, permite aos países ricos continuar com o seu modelo de produção e consumo, perpetuando o modelo capitalista mundial com uma fachada "verde". Faz-se necessário, além de questionar o predomínio do mercado que também permeia outras discussões atuais nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas como aquela sobre REDD (Redução de Emissões provenientes do Desmatamento e da Degradação de Florestas), uma discussão sobre o modelo de desenvolvimento que queremos para a nossa região, o mundo e para as presentes e futuras gerações.


O movimento pela justiça climática e pelo pagamento da dívida climática

Felizmente, existem propostas mais vinculadas ao campo popular para enfrentar a crise climática. Nos últimos anos, a sociedade civil tem se envolvido cada vez mais no debate, apresentando soluções inovadoras, sempre baseadas na defesa da justiça climática. Já uma das contribuições governamentais mais interessantes foi lançada este ano pela Bolívia que defendeu que os países desenvolvidos devem reconhecer a dívida ecológica histórica e climática que têm com o planeta e criar um mecanismo financeiro para apoiar os países em desenvolvimento na implementação de seus planos e programas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas; na inovação, desenvolvimento e transferência de tecnologia; na conservação de seus da dívida de emissão (histórica, presente e também futura) e da dívida de adaptação, que representa o custo com o qual os países em desenvolvimento devem arcar para se adaptar aos impactos das mudanças climáticas geradas pelos países ricos.

Na visão da Bolívia, o mecanismo financeiro de pagamento desta dívida deveria contar com um aporte de, no mínimo, 1% do PIB dos países desenvolvidos, sem contar outros recursos provenientes de impostos sobre combustíveis, transnacionais financeiras, transporte marítimo e aéreo e bens de empresas transnacionais. A Bolívia defende claramente que os financiamentos têm que ser dirigidos aos planos e programas nacionais dos Estados e não para projetos que estão sob a lógica do mercado.

Também, a senadora brasileira Marina Silva, na época que era Ministra do Meio Ambiente propôs um pagamento por parte dos países ricos aos países em desenvolvimento que mantiverem suas florestas preservadas. A proposta é reconhecer os serviços ambientais que essas áreas prestam ao planeta e garantir incentivos financeiros para mantê-las, incluindo apoio as populações tradicionais que vivem e trabalha de forma sustentável nestas áreas.


O papel dos movimentos populares e das ONGs na luta contra as mudanças climáticas

Uma atuação firme e constante da sociedade civil é crucial para garantir um bom acordo como resultado das negociações em Copenhague, tanto no sentido de pressionar os governos a assumir metas e compromissos consistentes para enfrentar as mudanças climáticas, como na mobilização e sensibilização da sociedade em geral.

Com relação à pressão interna, é importante lembrar que pelas regras atuais da Convenção de clima, os países em desenvolvimento não estão obrigados a assumir metas quantificadas de redução de emissões, porém devem elaborar planos e programas nacionais mensuráveis que visam a reduzir as emissões e contribuem ao desenvolvimento sustentável. Neste sentido, o lançamento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil na última conferência de clima que ocorreu no ano passado na Polônia foi muito aplaudido e elogiado. Resta dizer que não será suficiente o Brasil divulgar seus propósitos fora do país e não cumprir com a agenda nacional assumida e divulgada. Reconhecemos, obviamente, o fato de um país em desenvolvimento estabelecer alguma meta para reduzir o desmatamento, que é responsável por 75% das emissões do país, mas o Plano não deve ficar no papel. Serão necessários mecanismos e estruturas de governança e monitoramento do Plano, com forte participação da sociedade civil e das comunidades afetadas pelas mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, é necessário denunciar a falta de coerência entre o Plano e os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção de clima, e demais planos e políticas governamentais como o Plano Decenal de Expansão de Energia 2008-2017 e o próprio Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

É também necessário e viável que outros países da América Latina se comprometam com o enfrentamento das mudanças climáticas, é coerente que cada uma cumpra sua parte para diminuir as emissões de CO2 e diminuir o peso do carbono em suas economias.

Entre várias iniciativas que organizações da sociedade civil lançaram, destacamos a Campanha Global de Clima (Global Campaign for Climate Action/GCCA) que visa mobilizar a opinião pública para apoiar processos de transformação e ação rápida para evitar mudanças climáticas perigosas, com um foco inicial num acordo justo e equitativo na CoP-15. Várias organizações brasileiras já estão envolvidas no braço nacional da campanha, convidando todas as organizações e pessoas interessadas a colaborar, com ações cotidianas, estratégias políticas e mobilização em massa, na luta contra as mudanças climáticas. Esse tipo de iniciativa demonstra que só a sociedade civil e os movimentos sociais organizados podem levar os governos a terem posições mais firmes no enfrentamento da crise ambiental e das mudanças climáticas.


* Pedro: Coord.da Rede Bras. de Ecossocialistas; membro do Cons. Edit. do Jornal Brasil de Fato / Esther: geógrafa e jornalista; Gerente-Exec. do Fórum Bras. de ONGs e Mov. Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento. Ambos do Cons. Consult. Terrazul

Fonte: Adital

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Inscrição para a Escola de Formação termina no dia 30 de junho

A Juventude Alternativa Terrazul recebe até o dia 30 de junho as inscrições para o 2° ano da Escola de Formação da Juventude. Este ano a Escola terá formações políticas sobre Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. A proposta é que as juventudes possam conhecer e qualificar o debate sobre os temas relacionados ao clima, entendendo não só os fenômenos ambientais, mas também os acordos político-econômicos que estão sendo construídos internacionalmente e que afetarão a vida de todos e todas.

Serão aceitas inscrições individuais e de organizações de juventude (centros acadêmicos, associações comunitárias, coletivo jovem de meio, etc). Poderão participar das formações, jovens de 14 a 29 anos.Ao todo, serão selecionados 50 (cinquenta) jovens. A ficha de inscrição pode ser acessada no blog ww.juventudeterrazul.blogspot.com

As formações terão uma duração de 8 meses ( julho de 2009 a fevereiro de 2010). Durante o período, os jovens participarão de cinco seminários temáticos que irão ocorrer aos sábados e domingos: Mudanças Climáticas (introdução), Água, Terra, Ar e Fogo (fontes energéticas). Em seguida, ocorrem as oficinas de educomunicação (fanzine, rádio, teatro, vídeo e publicidade).

O primeiro seminário da Escola de Formação de Juventude acontecerá nos dias 10 e 11 de julho com a presença de Rubens Born, diretor da VItae Civilis, e Esther Neuhaus, do FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento).

A Escola de Formação da Juventude é organizado pela Juventude Alternativa Terrazul, em parceria com o Instituto Florestan Fernandes, FADOC- Brasil (Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base) e a Solidarité Socialiste (Solsoc).

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail juventudeterrazul@gmail.com ou ainda pelo telefone (85) 32810246.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Juventude Terrazul inicia campanha sobre Mudanças Climáticas

Para dar início a campanha sobre as Mudanças Climáticas no Ceará, a Juventude Alternativa Terrazul inicia hoje, dia 15 de junho, até o dia 30 de junho as inscrições para o 2° ano da Escola de Formação da Juventude. Este ano a Escola terá formações políticas sobre Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. A proposta é que as juventudes possam conhecer e qualificar o debate sobre os temas relacionados ao clima, entendendo não só os fenômenos ambientais, mas também os acordos político-econô micos que estão sendo construídos internacionalmente e que afetarão a vida de todos e todas.

As negociações sobre as questões climáticas já começaram e deverão ser acordadas durante a 15° edição da Conferência das Partes (COP 15) das Organizações das Nações Unidas (ONU), substituindo o Tratado de Kyoto e a Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo o estudo publicado em 2008 pela ONG britânica International Institute for Environmental and Development (IEED), jovens e crianças serão os mais afetados pelas mudanças no clima, já que estarão mais vulneráveis a riscos como o aumento no número de doença, aumento no preço dos alimentos, aumento de epidemias entre outras.

Organizado pela Juventude Alternativa Terrazul, em parceria com o Instituto Florestan Fernandes, FADOC- Brasil (Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base) e a Solidarité Socialiste (Solsoc), a Escola de Formação da Juventude terá duração de 8 meses ( julho de 2009 a fevereiro de 2010). Durante o período, os jovens participarão de cinco seminários temáticos que irão ocorrer aos sábados e domingos: Mudanças Climáticas (introdução), Água, Terra, Ar e Fogo (fontes energéticas). Em seguida, ocorrem as oficinas de educomunicação (fanzine, rádio, teatro, vídeo e publicidade) .

Poderão participar das formações, jovens de 14 a 29 anos. Serão aceitas inscrições individuais e de organizações de juventude (centros acadêmicos, associações comunitárias, coletivo jovem de meio, etc). Ao todo, serão selecionados 50 (cinquenta) jovens.


Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail juventudeterrazul@gmail.com ou ainda pelo telefone (85) 32810246.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL

Por C. Ruas


















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