quarta-feira, 11 de março de 2009

Gosto não se discute, TV brasileira sim!

Francamente, atualmente não suporto certos tipos de programas televisivos... Sei que soa de uma forma negativa, mas é verdade. Nem a novela das oito que tanto está no gosto popular brasileiro! Será que existe algum fundamento nos conteúdos televisivos?

Quem discute a liderança de audiência das novelas globais, ainda mais quando se trata da novela das oito? Particularmente, eu não gosto da novela de João Emanuel Carneiro, A Favorita. Certamente não é responsabilidade do autor que eu me posicione dessa forma... Ele não pode agradar a tod@s e nem é pago para isso. É pago para agradar a maioria dos telespectadores brasileiros. É claro que já parei em frente

à TV e assisti algumas partes desta novela. As relações entre as personagens são compostas de intrigas que aguçam a curiosidade do grande público. O que não podemos tolerar é que a cada minuto de programação se percam valores tão importantes da humanidade.

A grande maioria das novelas, filmes, peças, músicas e demais meios artísticos estão corrompidos pela ganância capitalista. O meu medo é que a lógica mercantil se impregne de tal forma nas entranhas artísticas até que a cultura se torne simplesmente um produto fútil vendido em qualquer esquina. Quantas mensagens subliminares se apresentam na novela das oito? Valores e contra-valores se chocam. A trama pode ser alvo de várias discussões com temas como gênero, sexualidade, violência, etnia e outros, porém existe um direcionamento ideológico do tema que está no mercado televisivo no momento da novela. De quem é a responsabilidade dos direcionamentos de todas as nuances presentes na obra? O objetivo, a meu ver, é ter sempre um público cativo de mais e mais telespectadores para aumentar o ibope e com isso os lucros. Que vença a melhor emissora, e vale jogo sujo! È a guerra do mundo real.

Temos que lutar por uma comunicação alternativa por meio da Internet e TVs públicas já que não existe uma regulamentação para a mudança da TV Brasileira. Nascem mais e mais programações e todos voltados para a lógica da alienação da população. A mudança também deve se dar em nós mesmos! Se tod@s que buscam uma alternativa para uma vida melhor derem sua contribuição na discussão crítica dos meios de comunicação, seja onde for: nas escolas, círculos de amizade, no lar, trabalho, organizações civis e outros, a mudança será possível.
É evidente que devemos contar com o poder público e exigir que a política não se direcione preferencialmente para o capital, mas para o bem social de fato!

Naturalmente a luta por programas de TV mais diversificados e abertos às alternativas de exposição da arte e cultura tão ricas desta terra, não se ganha sem as reivindicações e contestações pontuais, mas o fato é que mais um teledrama global surgiu e observamos a história se repetir (Caminho das Índias...), até quando vamos suportar este monopólio cultural? Falo aqui de forma genérica, é que o problema permeia uma série de campos de ação.Um exemplo são os sinais de captação de imagem: quem tem um canal de melhor qualidade? Quem pode pagar aos “melhores” artistas e torná-los mais famosos com sua aparição na TV, além de dominá-los por contratos? Quem compra direitos sobre transmissões como as olimpíadas ou copa do mundo? Quem é capaz de manipular a opinião pública? É claro que é quem tem o “poder do capital”. E onde está a liberdade para a diversificação de programações? A hora de acordar já passou, engajar-se na busca por dias melhores é algo urgente! Por uma comunicação justa, solidária e crítica!


“Nós assistimos televisão também, qual é a diferença?” (Renato Russo)




Edineuda Soares - Estudante de Economia UFC ,Escola de Formação da Juventude (FADOC) e Juventude Alternativa Terrazul, Coletivo Jovem de Meio Ambiente Ceará e atuou durante seis anos na PJMP (Pastoral da Juventude do Meio Popular)

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